quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Para onde você vai?

Hoje ocorreu uma situação bastante desagradável com uma colega de trabalho. Ela voltava de um dos fóruns de São Paulo e sentou no último vagão do metrô, onde estão destinados alguns assentos especiais para pessoas com deficiência física.

Até então nada de anormal. Ocorre que, ao fecharem as portas do trem, uma pessoa numa cadeira de rodas começou a fazer gestos obscenos para a minha amiga e, de repente, mostrou-lhe uma faca, ameaçando-a.

Felizmente, nenhum problema aconteceu, pois ela conseguiu sair do vagão a tempo. Ficou o trauma.

Até o momento não tirei o fato da cabeça, pois remeteu a seguinte pergunta: para onde vamos quando morremos?

Talvez essa seja uma das perguntas que mais incomoda a humanidade. Se você é como eu, a resposta está na fé. Porém, saiba que muita gente já pensou e ainda filosofa sobre o tema.

Os estóicos, segundo podemos auferir dos ensinamentos de Cícero, um dos poucos que conservou o pensamento daqueles, acreditavam que a morte seria uma passagem, pois seríamos apenas um fragmento do cosmos. Não parece nada confortante essa idéia, não é?

Mas não se preocupe, veio o Cristianismo e fincou em solo fértil a doutrina da salvação pelo amor, prometendo-nos a imortalidade!

Veio a Modernidade e o Ser Humano é o centro de tudo. Foi necessário redefinir os pensamentos, imaginem a encruzilhada que foi aquela época! Fixou-se, então, que o homem deve se libertar de seu egoísmo para se elevar até a compreensão do outro.

Depois apareceu um sujeito chamado Nietzsche que, segundo dizem, "enterrou Deus" e todo pensamento anterior.

Não tive coragem de ler os seus trabalhos, nem da atual visão dos filósofos sobre para onde vamos depois a morte.

Prefiro seguir minha fé. É melhor...

3 comentários:

Unknown disse...

Eu, super cansada de andar no centro, peguei o metrô para voltar pro hotel que estava, sentei sem nem perceber onde estava sentando, foi quando uma senhora entrou e eu ofereci meu lugar a ela (coisas de recife) e ela: - é, vc esta no meu lugar. (com a maior cara de braba, como se fosse arrumar uma confusão ali mesmo). Pedi desculpas e me afastei. Foi quando me toquei que era um lugar reservado, que tinha cor diferente dos demais assentos e que tinha uma plaquinha indicativa logo acima da minha cabeça.
Primeira vez que tinha andado de metro, em são Paulo e na vida.

Aí deixo uma pergunta:
No corre-corre dos dias atuais, onde fica a paciência e compreensão e o senso cooperativo? (dela). E a atenção? (minha).

Garanto que se soubesse que era um assento reservado, não sentaria. Como se tivesse prestado a atenção devida.


Paulito, que bom q n aconteceu nada com sua vida. No mais cada qual acredita no seu cada um.

:}

Unknown disse...

vida nao.. AMIGA.

corrigindo.
eheheheh

Anônimo disse...

Você é como eu. Tinha medo de ler Nietzsche, medo de ter minha fé abalada por esse suheito. Mas, no fim das contas, quando por curiosidade me pus a ler "Humano, demasiadamente humano", que é feito totalmente de aforismos (como o Tratactus Logico-Philosophico do Wittgenstein) achei que ele não é nada de amedrontador. Fala uma série de obviedades que o Marquês de Sade (suas mulheres, em seus contos, essas sim amedrontadoras) não acharia interessante. Não me abalou, continuo achando o sujeito (Nietzsche) um tolo, e é isso aí.
Abraços